sexta-feira, 16 de abril de 2010

Retalhos de Clarice


O que digo deve ser lido rapidamente como quando se olha. Escrevo por profundamente querer falar. Embora escrever só esteja me dando a grande medida do silêncio.

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Fiquei pensando numa coisa que li recentemente que dizia que o próximo instante é o desconhecido, quem dera possuir os átomos do tempo e capturar o futuro pra que assim ele não fugisse, não escapasse e ficasse sempre no que é hoje. Mas sei que não existe nada mais difícil do que entregar-se ao instante.

Com você vivo sensibilizada pelo arrepio dos instantes. E entendo que no tempo há espaço para o ontem e o hoje. Você faz dos dias um só clímax: vivo à beira.

Fui ao fundo dos momentos. Fotografei cada instante. E ainda não aprendi a não lhe perguntar por que, mesmo sabendo que sempre ao lhe perguntar por que continuarei sem respostas. Então, por vezes, mergulho na inconsequência, pois a liberdade é o meu último refúgio.

O estranho me toma, e lembrar de você sempre me traz um alarde colorido, pois você é antes, é quase, é nunca.

Para você que se acostumou a me lê em silêncio.


Maria Karina



2 comentários:

Larianne Rocha disse...

Não fique sem respostas, pergunte: por que? E se esta pessoa ficar em silêncio, saiba que o silêncio também é uma forma de responder alguma coisa. Você se sentirá mas leve ao saber o que seu ( ? ) pensa, mesmo que seja algo contrario seus desejos... não fique presa refugiandodo- se a "liberdade" ela é apenas um paliativo de suas duvidas que sempre te perseguiram, se não perguntar Por que?

Raquel disse...

é, o silêncio diz muito...