segunda-feira, 19 de julho de 2010

Minguante


Cegueira Cervical. Escuridão. Por opção.
Não estou imune às chagas mundanas.
Fervo de ciúmes.
Mínguo com pensamentos obscuros.
Feito a lua menor que acha que tudo vê e pouco reluz.

Te quero – estou certa que quero.
Mas só enxergo aquilo que vejo adiante.
Os seus detalhes importantes?
Não reluzem.
Deixo para lá, finjo que jamais existiram.
Por que e para quê?
Fortalecer seu ego?
Estimular o seu silêncio?
Tabu.

Eufórica de amor, aumento ainda mais o volume.
Pobre de mim.
Finjo não saber que sou gente e que sou frágil e que tenho contas a pagar no final do mês.
“Ando tão atípica!”
E sigo formulando as minhas frases de efeito.

Pausa dramática.

“Não entendo a sua retórica, amada.”
Salve, salve!
O que parece indiferença pode ser só pessimismo, não é?

3 comentários:

mattkane disse...

Mingua é uma merda... Continue brilhando para tudo gravitar à sua volta.

Expressões perfeitas, precisas!

E é isso aí... como a paixão nos tira do conforto. A paixão é atípica por definição!

beijos

Maria disse...

Florzinha,
você enlouquece as palavras...

Larianne Rocha disse...

As vezes é necessário!