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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Espelho


As cinzas de um sábado à tarde.

Quando a saudade aperta, o desespero se aflora.

Dor que é dor. Física, emocional, percebida pela luz verde.

Da lua que, por acaso, é cheia.

Cabeça que dói, nesse misto de mal-estar, que ora está ora não.

Estagnada.


Não há desejo,

há lembrança.

Construção alguma existe.

Mistério e letreiros tricolores piscam a incerteza.

S de tantas palavras.

S de solidão.

Sábado.

Esvaindo.

Nas cinzas do seu cigarro.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Cores frias

"FICARAM AS CANÇÕES E VOCÊ NÃO FICOU"

O mundo é cheio de mundinhos
Os mundinhos são cheios de mundinhos menores ainda
Os mundinhos menores ainda são cheio de pessoas
As pessoas são formadas por partes
Em cada parte, infinitos mundos...

Fragmento do fragmento do fragmento do fragmento de um mundo.
Não sou mais.
Falta tato.
Fragmentira.

Crueldade com o corpo e com a alma.
Não existe ruptura sem vermelhidão nos olhos.
Preferi pecar pelo excesso.
Visceral.
E o resto é só viscera.