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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Hello, Stranger


Mesma:
casa,
cama.
Mesmos laços.
Filmes, mais gargalhadas.
Lágrimas compartilhadas.
Independentemente cumplices.
De amor,
de histórias,
de toques e olhares.
Trocas nessa vida.

Eram.
Erraram.
Subitamente estranhos.
Sem mais cheiros,
noites em claro,
choros e lua cheia.
Estranharam-se.
E depois...
Mais nada!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Espelho


As cinzas de um sábado à tarde.

Quando a saudade aperta, o desespero se aflora.

Dor que é dor. Física, emocional, percebida pela luz verde.

Da lua que, por acaso, é cheia.

Cabeça que dói, nesse misto de mal-estar, que ora está ora não.

Estagnada.


Não há desejo,

há lembrança.

Construção alguma existe.

Mistério e letreiros tricolores piscam a incerteza.

S de tantas palavras.

S de solidão.

Sábado.

Esvaindo.

Nas cinzas do seu cigarro.