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quarta-feira, 9 de junho de 2010

"Compilação"


Não existe complicação.
Só contradição.
É amor.
Velado, mas é amor.
Sempre, sempre e sempre.

"Ainda me tens
E bem por isso
destila em mim
teu peso enorme
e no poema
que te dedico.

Meu triste corpo
ainda uma vez
Chora comigo
Chora comigo"

Hilda Hilst

sábado, 14 de fevereiro de 2009

outros carnavais...

(Paul Cézanne. Pierrot and Harlequin. 1888)

As Máscaras
(Menotti Del Picchia)

O teu beijo é tão doce, Arlequim...
O teu sonho é tão manso, Pierrô...

Pudesse eu repartir-me
encontrar minha calma
dando a Arlequim meu corpo...
e a Pierrô, minha alma!

Quando tenho Arlequim,
quero Pierrô tristonho,
pois um dá-me prazer,
o outro dá-me o sonho!

Nessa duplicidade o amor todo se encerra:
Um me fala do céu...outro fala da terra!

Eu amo, porque amar é variar
e , em verdade, toda razão do amor
está na variedade...

Penso que morreria o desejo da gente
se Arlequim e Pierrô fossem um ser somente.

Porque a história do amor
só pode se escrever assim:
Um sonho de Pierrô
E um beijo de Arlequim!