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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Em todos os lugares
Amar calada, Baby?
Démodé.
Inconcebível.
Grito que ecoa.
Te sinto:
em meu corpo.
em todos os meus poros e sentidos.
Chama acesa.
Chamo o teu nome baixinho antes de dormir:
Para te ter mais perto, te guardar por mais um tempo.
Hoje, amanhã, amanhã e amanhã. Chega?
Súbito e inesperado amor
GRITO
Grande demais para não ser anunciado:
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Contravenção, contradição: o telefone tocou novamente!
“Que uso o viés para amar
E finjo fingir que finjo
Adorar o fingimento
Fingindo que sou fingida”
Ana C.
Melhor que não me atenda mesmo.
Que não leia o que eu escrevo também.
Melhor.
Mas é que, de repente, me veio esse mal-estar.
E a vontade de estar com você.
Mas melhor que esqueçamos o medo.
Esqueçamos tudo.
O primeiro beijo do ano, as noites quentes de verão, as gargalhadas, os nossos corpos se encontrando, a intimidade...
Ah, deixa pra lá!
As ameaças, inclusive.
Isso tudo é sensibilidade exarcebada.
Mas me desculpe pelas palavras lançadas: não há mais volta.
Culpa e medo, todo mundo tem!
Cumplicidade, ninguém mais.
Não te ligo mais, prometo.
E não sofra.
Não por isso.
Já basta, por aqui.
Não me ligue...
Não me atenda...
E finjo fingir que finjo
Adorar o fingimento
Fingindo que sou fingida”
Ana C.
Melhor que não me atenda mesmo.
Que não leia o que eu escrevo também.
Melhor.
Mas é que, de repente, me veio esse mal-estar.
E a vontade de estar com você.
Mas melhor que esqueçamos o medo.
Esqueçamos tudo.
O primeiro beijo do ano, as noites quentes de verão, as gargalhadas, os nossos corpos se encontrando, a intimidade...
Ah, deixa pra lá!
As ameaças, inclusive.
Isso tudo é sensibilidade exarcebada.
Mas me desculpe pelas palavras lançadas: não há mais volta.
Culpa e medo, todo mundo tem!
Cumplicidade, ninguém mais.
Não te ligo mais, prometo.
E não sofra.
Não por isso.
Já basta, por aqui.
Não me ligue...
Não me atenda...
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Pintou o não querer
sábado, 12 de dezembro de 2009
Que Pena!
Que queria se casar comigo:
disse, sem cerimônia.
eu sorri.
Que a amava:
eu disse, sem cerimônia.
Ela sorriu.
Entre gargalhadas, declarações declaradas, beijos quentes.
Prometi paixão sem medo.
Ela, proteção.
E tudo que restou:
Uma pedra gigante lançada na intensidade;
Várias perdas.
Quase nada.
Sem praia,
sem atenção,
sem mais sorrisos,
ela se foi, sem cerimônia.
sábado, 14 de novembro de 2009
Apagão induzido - Back to black

Uma arte: ignorar.
Porque é assim, mas sem qualquer sintoma de desprezo.
As energias que convergem.
Difíceis de admitir – digo, nesse contexto.
Olhar e sentir a cidade grande, com o gosto e o peso da cerveja tomada.
Cena 1, tomada 1: o cheiro, sweet, sweet, sweet.
Cena 1, tomada 2: a leveza, "Leve, como leve pluma. Muito leve, leve pousa."
Cena 2 / Granfinalle: Ah, não se esqueça de me esquecer. Ou me esqueça de verdade, vamos combinar?
Empalho todo o sentimento.
Porque gosto de me enganar:
O que foi mesmo que aconteceu, hein?
Blackout, baby!
Desnuda, no escuro.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
É TUDO VERDADE

Ainda me iludo.
Finjo que te esqueci.
Rumino a nossa história:
Finjo que te esqueci.
Rumino a nossa história:
doses homeopáticas de paixão e desespero.
“Tudo que poderia ter sido e não foi”
“Tudo que foi mesmo sem querer”
Acordo. Penso que o sonho não acabou.
Ou será que o fim não passa de um pesadelo?
Minto.
Sem querer, rebobino.
Nosso filme em branco e preto:
edito.
Fica o dito pelo não dito.
Multiplico o meu lirismo.
E não agüento mais.
Uma hora, te amo loucamente, outra, te odeio demais.
Ademais, não sei de mais nada.
Esse filme já perdeu a graça faz tempo...
“Tudo que poderia ter sido e não foi”
“Tudo que foi mesmo sem querer”
Acordo. Penso que o sonho não acabou.
Ou será que o fim não passa de um pesadelo?
Minto.
Sem querer, rebobino.
Nosso filme em branco e preto:
edito.
Fica o dito pelo não dito.
Multiplico o meu lirismo.
E não agüento mais.
Uma hora, te amo loucamente, outra, te odeio demais.
Ademais, não sei de mais nada.
Esse filme já perdeu a graça faz tempo...
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Cada bobo tem o amor que merece
"É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo."
Clarice Lispector
Clarice Lispector

Supero.
Suspiro.
Reescrevo novas cartas.
Recrio.
Remonto.
Estou pronta!
Que me venha o sofrimento inevitável de uma mentira lapidada.
Samba do Grande Amor
Chico Buarque
Chico Buarque
Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim
O grande amor
Mentira
Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador
Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão
Pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador
Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira
Fui muito fiel
Comprei anel
Botei no papel
O grande amor
Mentira
Reservei hotel
Sarapatel
E lua de mel
Em Salvador
Fui rezar na Sé
Pra São José
Que eu levava fé
No grande amor
Mentira
Fiz promessa até
Pra Oxumaré
De subir a pé o Redentor
Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira
domingo, 28 de junho de 2009
Bandolins

Bandolins
(Oswaldo Montenegro)
Como fosse um par que
Nessa valsa triste
Se desenvolvesse
Ao som dos Bandolins...
E como não?
E por que não dizer
Que o mundo respirava mais
Se ela apertava assim...
Seu colo como
Se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio
Se dançar assim
Ela teimou e enfrentou
O mundo
Se rodopiando ao som
Dos bandolins...
Como fosse um lar
Seu corpo a valsa triste
Iluminava e a noite
Caminhava assim
E como um par
O vento e a madrugada
Iluminavam a fada
Do meu botequim...
Valsando como valsa
Uma criança
Que entra na roda
A noite tá no fim
Ela valsando
Só na madrugada
Se julgando amada
Ao som dos Bandolins...
domingo, 24 de maio de 2009
Ah! Bruta flor do querer
Se eu sei o que quero?Se eu sei o que quero com você?
Se sei?
Não exatamente...
Sei que quero ser como todos os mortais: os estudantes de cursinho, os cobradores de ônibus, jornalistas ou funcionários públicos.
Ao sair do trabalho, quero te ligar ainda descendo as escadas, ofegante, respirando paixão e saudade.
No caminho de casa, ouvir qualquer música e ter certeza que é a nossa música.
Quero que ilumine os meus sábados e domingos com a sua presença e programação.
Na pior das hipóteses, ir à missa. Você já me disse que acha que me faria bem.
Quero dormir abraçada contigo e acordar mais abraçada ainda.
Sentir meu braço adormecido por ser sua almofada, me incomodar, mas não abrir mão de sentir o seu cheiro assim tão perto.
Numa mesa de bar com vários amigos, conversando besteiras e rindo, quero saber que do outro lado da cidade tem alguém, que independente de onde eu esteja, vai estar lá. E que sempre que eu pensar, vou sentir um friozinho por dentro, sabendo que mesmo distante estarei na sua presença.
Na padaria, no carro ou no meio da rua, quero ter uma vontade violenta de te beijar. E te beijar, assim que possível for.
Acho que sei o que quero.
Você.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Efeito Colateral
chaga-mor
ciúmes
perdição
o pensamento único e constante
loucura
te ter sem te ter
insanidade
tudo que te recusa não presta
sintoma
tomo todas
escuridão
a ausência
incêndio
meu corpo
meu gasto
degusto
gosto
gozo
grogue
de você
(...)
ciúmes
perdição
o pensamento único e constante
loucura
te ter sem te ter
insanidade
tudo que te recusa não presta
sintoma
tomo todas
escuridão
a ausência
incêndio
meu corpo
meu gasto
degusto
gosto
gozo
grogue
de você
(...)
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Palmas pra dar Ipobe

Improvisei uma paixão.
"Paixão, EU TE AMO!", disse.
Mesmo gostando só um pouquinho.
Pouco a pouco, delineei A imagem.
Deu em uma pintura do Renascimento.
Inventei a minha própria novela das oito.
Com as mãos estendidas no céu azul do semi-árido, bradei:
“Obrigada, Nossa Senhora dos Amores Inventados, pela graça alcançada!”
O erro.
Não é certo perfumar o inodoro, colorir o preto-e-branco.
E nessa brincadeira de criar verdades, tornei o fosco brilhante.
Acreditei no cintilante de uma invenção.
Eis que, de repente, não mais que de repente, fez-se de espiral o que era linear.
Uma dor muito forte virou desmaio.
A invenção fez-se verdade, o estável, o drama.
A paixão deu as costas, falou que iria embora e foi.
Na ficção, improviso uma vida.
Na realidade, amo e definho.
Sobrevivo, como a próxima vítima do meu próprio folhetim.
"Paixão, EU TE AMO!", disse.
Mesmo gostando só um pouquinho.
Pouco a pouco, delineei A imagem.
Deu em uma pintura do Renascimento.
Inventei a minha própria novela das oito.
Com as mãos estendidas no céu azul do semi-árido, bradei:
“Obrigada, Nossa Senhora dos Amores Inventados, pela graça alcançada!”
O erro.
Não é certo perfumar o inodoro, colorir o preto-e-branco.
E nessa brincadeira de criar verdades, tornei o fosco brilhante.
Acreditei no cintilante de uma invenção.
Eis que, de repente, não mais que de repente, fez-se de espiral o que era linear.
Uma dor muito forte virou desmaio.
A invenção fez-se verdade, o estável, o drama.
A paixão deu as costas, falou que iria embora e foi.
Na ficção, improviso uma vida.
Na realidade, amo e definho.
Sobrevivo, como a próxima vítima do meu próprio folhetim.
*Palmas para dar ibope é uma música de Ednardo, a cena é da novela A Favorita (duvido que alguém não saiba...) de João Emanuel Carneiro, a inspiração também veio da novela A Próxima Vítima (1995) de Sílvio de Abreu, Alcides Nogueira e Maria Adelaide Amaral e, no texto, há uma citação do Soneto de Separação de Vinicius de Moraes.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Mardi Grass
"Ola. Tudo bem? Só passei para falar um oi...
E quando passar ou chegar perto do carnaval, eu sempre vou lembrar de você, como meu grande amor de carnaval. Uma história que vou falar para meus filhos e até para os meus netos, pois sempre que chegar perto de um carnaval, vou me lembrar de você como meu grande amor e SEMPRE vai ser...
Você sempre vai ser uma pessoa muito especial pra mim e isso é uma forma de você saber que eu não te esqueci.
Eu estava meio na duvida de te escrever e você não gostar, sei lá, mas eu peço desculpas se falei alguma coisa demais.
Te desejo toda felicidade do mundo. Um grande beijo...
M."
E quando passar ou chegar perto do carnaval, eu sempre vou lembrar de você, como meu grande amor de carnaval. Uma história que vou falar para meus filhos e até para os meus netos, pois sempre que chegar perto de um carnaval, vou me lembrar de você como meu grande amor e SEMPRE vai ser...
Você sempre vai ser uma pessoa muito especial pra mim e isso é uma forma de você saber que eu não te esqueci.
Eu estava meio na duvida de te escrever e você não gostar, sei lá, mas eu peço desculpas se falei alguma coisa demais.
Te desejo toda felicidade do mundo. Um grande beijo...
M."
Terça-feira farta.
Seus olhos verdes cintilavam como faróis na barra.
Sorriso largo e o entorpecer de uma buzina.
Risos.
As canções que ficaram: pedaços de você.
Estraçalhados.
Não sou capaz de te amar.
Grata pela sinceridade, inocência e intensidade.
Mas sou só carnaval!
Seus olhos verdes cintilavam como faróis na barra.
Sorriso largo e o entorpecer de uma buzina.
Risos.
As canções que ficaram: pedaços de você.
Estraçalhados.
Não sou capaz de te amar.
Grata pela sinceridade, inocência e intensidade.
Mas sou só carnaval!
“Minha carne é de carnaval, meu coração é igual àqueles que têm uma seta e quatro letras de amor. Por isso onde quer que eu ande, em qualquer pedaço, eu faço um Campo Grande”
Swing de Campo Grande – Novos Baianos
Swing de Campo Grande – Novos Baianos
sábado, 14 de fevereiro de 2009
outros carnavais...
(Paul Cézanne. Pierrot and Harlequin. 1888)As Máscaras
(Menotti Del Picchia)
O teu beijo é tão doce, Arlequim...
O teu sonho é tão manso, Pierrô...
Pudesse eu repartir-me
encontrar minha calma
dando a Arlequim meu corpo...
e a Pierrô, minha alma!
Quando tenho Arlequim,
quero Pierrô tristonho,
pois um dá-me prazer,
o outro dá-me o sonho!
Nessa duplicidade o amor todo se encerra:
Um me fala do céu...outro fala da terra!
Eu amo, porque amar é variar
e , em verdade, toda razão do amor
está na variedade...
Penso que morreria o desejo da gente
se Arlequim e Pierrô fossem um ser somente.
Porque a história do amor
só pode se escrever assim:
Um sonho de Pierrô
E um beijo de Arlequim!
domingo, 21 de dezembro de 2008
Quando o Carnaval chegar...

Pierrot Apaixonado
(Noel Rosa - Heitor Dos Prazeres)
(Noel Rosa - Heitor Dos Prazeres)
Um pierrot apaixonado
Que vivia só cantando
Por causa de uma colombina
Acabou chorando, acabou chorando
Que vivia só cantando
Por causa de uma colombina
Acabou chorando, acabou chorando
A colombina entrou no botequim
Bebeu, bebeu, saiu assim, assim
Dizendo: "Pierrot, cacete!
Vai tomar sorvete com o arlequim!"
Um grande amor tem sempre um triste fim
Com o pierrot aconteceu assim:
Levando esse grande chute
Foi tomar vermute com amendoim!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Sei lá (a vida tem sempre razão)
domingo, 14 de dezembro de 2008
Au Revoir - Sou mulher de mandar recado!!!
Como foi que eu disse mesmo? "Tô cagando pra tudo isso"... O poder da síntese de toda a merda da paixão que sinto.
Primeiramente, gostaria de me desculpar pelo uso do verbo "cagar". Não foi muito gentil da minha parte. Até grosseiro. Já falei por telefone, inclusive as desculpas foram devidamentes aceitas. Fico grata. Não quero que você fique com uma imagem ruim de mim. Tampouco, pretendo destruir ou desmistificar tudo que aconteceu e foi falado nesses últimos meses. Talvez o nosso amor seja um castelo de areia mesmo. Ou uma criação de duas almas especiais e carentes.
O fato é que agora os seus defeitos já se sobressaem. Não aguento o seu descaso e o personagem de coitado. Deve ser a paixão que está passando.
Sugiro que se jogue no que valha mais a pena para você, mas não tenha pena de ninguém e nem tente viver duas coisas ao mesmo tempo, porque isso ultrapassa todo significado de crueldade existente na face da terra. Dramas à parte, tenho para mim que já deixou a sua escolha clara para mim. E, em cada escolha, uma renúncia. Sinto muito!
Mesmo não conseguindo me desconectar de você, pois meus pensamentos ainda estão por aí e você ainda se faz presente em meus sonhos, fico cada dia mais abalada por não conseguir também fazer parte do seu cotidiano.
Outra coisa: te aconselho a nunca falar que vai tentar fazer algo, mesmo quando a intenção é boa, mas a tendência é não fazer. Quem não quer arriscar, não colhe as flores do prazer. Minha decisão de hoje é tentar me desvencilhar da prisão que a minha paixão por você se tornou. Em certa ocasião de despedida, você cantou essa pedra pra mim. O que eu quis dizer é que eu não preciso ser conivente com a sua relação atual e com o que está acontecendo de sobrenatural para você.
E nem cabe a mim colocar meu time em campo quando assim for conveniente. Sentimenos bons e ruins estão misturados. Tome cuidado com as palavras que diz e jamais tente prender os outros com elas. Mesmo em estado de amadurecimento, ninguém nunca está preparado para certas brincadeiras quando se tem sentimento.
Siga.
Aos poucos, vamos encontrar os caminhos e as linhas para a mais bela e pura amizade. É nessa harmonia que penso agora. Tenha uma ótima semana.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
De repente do pranto fez-se o riso
O ritual.
O alvo, o negro, a índia.
Eu e você:
a pressa para amar.
Encontro, conexão.
O fim antes do começo.
Mal te conheço e já te amo loucamente.
Por mais 24 horas, e 24 horas, e 24 horas...
O alvo, o negro, a índia.
Eu e você:
a pressa para amar.
Encontro, conexão.
O fim antes do começo.
Mal te conheço e já te amo loucamente.
Por mais 24 horas, e 24 horas, e 24 horas...
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