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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Malabarismo.

“O bem de terra é aquela que chora
Mas faz que não chora quando a gente sai”
O Bem do Mar - Dorival Caymmi

Me calo.
No final, só existem coitados.

Kamikaze de amor.
Malabarista de arte.
Saio catando o que restou.
À procura da capacidade de sentir. E de sentir muito.

Apesar da insuficiência, fico assim, meio futuro do pretérito.

Com a certeza que chegaria.
Onde?
Sei lá.
Mas iria.
Se...

sábado, 14 de novembro de 2009

Apagão induzido - Back to black



Uma arte: ignorar.
Porque é assim, mas sem qualquer sintoma de desprezo.
As energias que convergem.
Difíceis de admitir – digo, nesse contexto.

Olhar e sentir a cidade grande, com o gosto e o peso da cerveja tomada.
Cena 1, tomada 1: o cheiro, sweet, sweet, sweet.
Cena 1, tomada 2: a leveza, "Leve, como leve pluma. Muito leve, leve pousa."
Cena 2 / Granfinalle: Ah, não se esqueça de me esquecer. Ou me esqueça de verdade, vamos combinar?

Empalho todo o sentimento.
Porque gosto de me enganar:
O que foi mesmo que aconteceu, hein?
Blackout, baby!
Desnuda, no escuro.

domingo, 7 de junho de 2009

O velho e a flor na praia de Boa Viagem

Qual seria a outra primavera?
Existiria?
Qual estação a definiria?
Teria flores?

Não quero outra primavera, quero a de agora.
Seguro a flor, com espinho e tudo,
e mesmo que sangre, mesmo que a ponta entre em minha carne,
continuarei apertando.
Não quero mais sentir calor no inverno ou frio no verão.
Ser hipnotizado ou deixado de escanteio:
não mais.

Entre fábulas, liras, poesia e amores,
vou olhar, não com os olhos.
Terei o poder de sentir a sua essência na escuridão.

O que se passa nessa estação, flor, ainda não tem explicação.
Não é nada pegajoso, nem é amor banalizado.
É musica e sensibilidade:
“Meu amor, eu não esqueço,
Não se esqueça por favor
Que eu voltarei depressa
Tão logo a noite acabe
Tão logo esse tempo passe
Para beijar você” (Para um amor no Recife – Paulinho da Viola)