O ápice
tão down
e você
doce, riso.
catarse e também catálise.
de quem observa,
surpresa,
o não
acaso.
E brinda ao caos, abobalhada!
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
coletivo
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Ao Ponto
Que queria ser gente
De manias exóticas
Falava de si mesma na 3ª pessoa
Pensava-se como um personagem, ou era abstenção?
Num universo curvo
Tinha o quadrado de ser alguém
Se arrumava, passava perfume
Enfeitava-se de fitas
E se punha pra presente
Nadando o seco, se plantando nas rachaduras
Guiando-se por Planos, eis um destino
Trapaceada pelo verbo Ser
Legitimaram que suas ideias eram perigosas
Mas, no vácuo não conseguia viver,
Não respirava
O imaginado ficou com cara de imaginário
São os atrasos do tempo, ou imaginando demais envelheceu?
A boca seca, o coração inchado
Os anseios de um nordeste inteiro
Vivendo de aresta
Ficou plantada ali
Na dúvida se gomo, ou, se semente
Se transmutou em vida
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Regozijo
-Viver assim sozinha, lhe dava certeza de não estar bem..Desejava uma vida que se preocupasse com a sua.
Arrumou o cabelo defronte ao espelho, alisou a pele áspera morena e romanceou com o jovem de 23 que a cortejava há três dias.
Tentou uma. Tentou duas. Até que gozou.
Regozijo pra alma. Regurgitou o cansaço da vida sem graça de tomar remédio.
Esperar os anos e acreditar no grande amor virou um tédio.
Só quando teve com ele a terceira vez, o rapaz amoroso explicou que o lance dele era oferecer seus serviços.
-Como se ela soubesse que aquele amor era promíscuo - sexo pago e com compromisso.
Cabelos ao vento, sorrio.Não obrigada. (Desencanando o encanto).
Beijo na testa pra esquecer. Deu tchau pro pau que atravessou a porta de saída. Feliz pelo reencontro com o orgamo.
-No íntimo, a verdade envelhecia.
Por um instante pensou no julgamento da filha, amadurecida demais aos 20 e já velha antes de completar 30.
Viu no espelho o passado de uma ser o futuro da outra.
Hereditário demais pra ser destino e solitário demais pra ser secular.
Não havia mais tempo de engano. Não lhe interessava mais qualquer coisa que a vida tinha pra lhe dar.
O desejo e a cólera interna era de ter um amor amante.
Que durasse bem mais que o tempo de um revotril..
os mil olhos do cego
“Corre solta suassuna noite
Tocaia de animal que acompanha sua presa
Escravo da sua beleza
Daqui a pouco o dia vai querer raiar”
Suassuna Noite – Pedro Luís
Expressa:
o que é, o que te basta?
Silencia o entardecer.
Enquanto o soul, soul,
corroída por mil olhos (nitroglicerina pura).
Canto poliglota,
de todas as palavras que um dia eu quis escrever,
e da semelhança que você aplica de forma totalmente voluntária,
trocando de personagem como quem troca de roupa.
De cá, brota o quadro do Déjà vu (frames por segundo),
que, sem lamúria,
chama o cheiro,
o sorriso,
multiplicando sentenças e silêncios.
Tudo que vem
e que se transforma surrealmente no que ouso chamar de realidade.
Transcendental:
Let me be!
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Por isso, o risco.
Debruçada
em versos modernos ou gritos desalmados
ouço um detalhe que
me possibilita o choro.
Imploro
lucidez,
novidade,
transformação na poesia,
ora caótica,
ora violenta,
paixão densa,
desmedida,
o nu, a coisa,
a carta pulsante,
a ansiedade do silêncio,
plágio atroz,
pingo de cera na pele:
nonsense perfilado à maneira dos desesperados.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Depois
Que a vida e a relação humana vão muito além de um adeus
Pegar as coisas na portaria e
Apagar os rastros de outra vida
O resto é sol daqui de dentro
O dia em que o amor acabou
O amanhã não teve mais porquê
No transe da dor
Descobri o amor multifacetário
Dividi a nossa história em dois:
A que eu amo. E a que eu não suporto mais.
Amei tanto que me perdoei
Com o que sobrou
Eu me enamorei de você.
E me separei de quem?
Depois do amor,
Eu encarei o vazio da multidão
O sujo das ruas
O imundo do outro que tanto amei
Amei tudo o que doía
Nos que passam
E tive vergonha
De ser esquecida
De olhar no espelho
E ter sido,
Não ser mais dois
Vi a relação única do amor e da morte
A sorte que só nasce diante da certeza de morrer
Perdi minha metade
E tive que encontrar a mim mesma
Senti o terror de construir “nós” sozinha
A esperança que fica
é que o mesmo amor que deixa em trapos
Há de ser o mesmo que junta os cacos
Esta foi a última poesia dividida.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
game over (autoflagelação)
Nem eu
- pasme –
suporto harmonicamente essa inconstância.
Minha.
Que tentei, no amargor da continuidade, agir com beleza e flores e olha como posso ser agradável.
E o que reflete, geralmente, incomoda.
Por mais que fuja do meu histerismo,
na mesma tecla, sempre na mesma tecla...
Só não quero ouvir que é mentira.
Porque:
desabafei sobre o único tabu que deveria ser evitado.
Indireta, misteriosa, escancarada.
Plus: ridícula na cópia da insensibilidade imaginária.
E na crença que o sofrimento aqui é mais do que o meu guia.
É o meu pulso.